De acordo com Tiago Oliva Schietti, a sustentabilidade deixou de ser um conceito periférico para se tornar um valor estratégico em diversos setores da economia, e os serviços funerários não são exceção. Cemitérios, crematórios e empresas do segmento vêm sendo cada vez mais pressionados por exigências legais, expectativas sociais e pela necessidade de alinhar suas práticas a uma gestão responsável e moderna. Nesse contexto, pensar sustentabilidade é pensar o futuro do setor.
- Sustentabilidade aplicada à realidade dos serviços funerários
- Por que a sustentabilidade se tornou estratégica no setor funerário?
- Práticas sustentáveis que vêm ganhando espaço no setor
- Sustentabilidade e gestão eficiente caminham juntas?
- O papel da sustentabilidade na imagem institucional
- Pensar sustentabilidade é pensar o futuro dos serviços funerários
Mais do que atender normas ambientais, a sustentabilidade nos serviços funerários envolve decisões que impactam o meio ambiente, a sociedade e a própria viabilidade econômica do negócio. Ao longo deste conteúdo, veremos como essa abordagem pode ser aplicada de forma prática no setor.
Sustentabilidade aplicada à realidade dos serviços funerários
Nos serviços funerários, a sustentabilidade está diretamente ligada ao uso consciente de recursos, à gestão adequada de resíduos e à redução de impactos ambientais, assim como aponta Tiago Oliva Schietti. Cemitérios tradicionais, por exemplo, demandam grandes áreas e podem gerar riscos ao solo e às águas subterrâneas quando não bem planejados. Já a cremação, embora reduza a ocupação de espaço, exige atenção quanto ao consumo energético e ao controle de emissões.
Por que a sustentabilidade se tornou estratégica no setor funerário?
A sustentabilidade ganhou caráter estratégico porque influencia diretamente a percepção do público, a conformidade legal e a longevidade do negócio. As famílias estão mais informadas e sensíveis às questões ambientais, valorizando empresas que demonstram responsabilidade e transparência em suas práticas.
Além disso, a legislação ambiental tem se tornado mais rigorosa, exigindo adequações técnicas e operacionais. Empresas que se antecipam a essas exigências reduzem riscos, evitam penalidades e ganham vantagem competitiva. Nesse sentido, a sustentabilidade deixa de ser custo e passa a ser investimento em segurança, credibilidade e posicionamento de mercado.

Práticas sustentáveis que vêm ganhando espaço no setor
Segundo Tiago Oliva Schietti, a busca por soluções mais sustentáveis tem impulsionado mudanças importantes nos serviços funerários. Inovações tecnológicas, novos modelos de gestão e alternativas aos métodos tradicionais estão sendo incorporados gradualmente ao setor.
Entre as principais práticas sustentáveis adotadas, destacam-se:
- Uso de fornos crematórios mais eficientes e com controle de emissões;
- Gestão adequada de resíduos sólidos e materiais biológicos;
- Planejamento ambiental de cemitérios e parques memoriais;
- Redução do consumo de água e energia nas operações;
- Adoção de urnas e materiais biodegradáveis;
- Monitoramento ambiental e cumprimento de normas técnicas.
Sustentabilidade e gestão eficiente caminham juntas?
A sustentabilidade e a gestão eficiente estão diretamente conectadas, conforme reforça Tiago Oliva Schietti. Processos mais sustentáveis tendem a ser também mais organizados, econômicos e previsíveis. A redução de desperdícios, o uso racional de recursos e o controle ambiental geram ganhos operacionais e financeiros ao longo do tempo.
Quando a sustentabilidade é integrada à gestão, ela orienta decisões estratégicas, investimentos e prioridades. Isso fortalece o planejamento de longo prazo e contribui para a estabilidade do negócio, especialmente em um setor que lida com infraestrutura, regulamentações e expectativas sociais elevadas.
O papel da sustentabilidade na imagem institucional
A forma como uma empresa funerária lida com questões ambientais influencia diretamente sua imagem perante a sociedade. A sustentabilidade transmite cuidado, respeito e responsabilidade, valores especialmente importantes em um segmento que atua em momentos sensíveis da vida das pessoas.
No entendimento de Tiago Oliva Schietti, empresas que comunicam suas práticas de forma clara e transparente fortalecem a confiança do público e se diferenciam no mercado. A sustentabilidade, nesse sentido, não é apenas operacional, mas também comunicacional, reforçando o posicionamento institucional e a reputação da marca.
Pensar sustentabilidade é pensar o futuro dos serviços funerários
Em conclusão, a sustentabilidade como valor estratégico representa uma mudança de mentalidade no setor funerário. Ela exige planejamento, investimento e comprometimento, mas oferece retornos significativos em termos de eficiência, imagem e segurança institucional, assim como frisa Tiago Oliva Schietti.
Ao integrar práticas sustentáveis à gestão e à operação, os serviços funerários avançam rumo a um modelo mais equilibrado, ético e preparado para os desafios contemporâneos. Pensar sustentabilidade, nesse contexto, é pensar não apenas no presente, mas na continuidade e na relevância do setor ao longo do tempo.
Autor: Elena Vlachos
