Sergio Bento de Araujo, como empresário especialista em educação, analisa que os multiletramentos se tornaram indispensáveis para uma educação capaz de acompanhar a forma como crianças e jovens leem, interagem e aprendem no mundo atual. Em uma sociedade marcada por imagens, vídeos curtos, plataformas digitais, inteligência artificial e algoritmos, a escola precisa ampliar sua compreensão sobre leitura e formação crítica.
Neste artigo, será discutido por que os multiletramentos devem fazer parte da educação básica, como imagens e algoritmos influenciam comportamentos e quais caminhos ajudam professores a desenvolver estudantes mais conscientes. Confira a seguir!
Por que os multiletramentos ganharam tanta importância na escola?
Os multiletramentos ganharam importância porque a comunicação contemporânea não acontece apenas por meio de textos escritos, mas também por imagens, sons, vídeos, infográficos, memes, interfaces digitais e recomendações automatizadas. O estudante atual lê o mundo em diferentes formatos, muitas vezes sem perceber como essas linguagens influenciam sua compreensão da realidade.
Essa mudança exige que a escola ensine leitura crítica de maneira mais ampla, envolvendo interpretação visual, análise de contexto, compreensão de intenções comunicativas e percepção dos mecanismos digitais. Como ressalta Sergio Bento de Araujo, formar leitores hoje significa preparar alunos para entender tanto um texto impresso quanto uma imagem viral ou uma sugestão feita por algoritmos.
Como imagens e algoritmos influenciam a aprendizagem dos estudantes?
Imagens e algoritmos influenciam a aprendizagem porque organizam parte significativa daquilo que os estudantes veem, consomem e consideram relevante no ambiente digital. Plataformas sugerem conteúdos, reforçam preferências, aceleram estímulos e criam bolhas informativas que podem limitar repertórios quando não existe orientação crítica.
Na prática, muitos alunos aprendem sobre comportamento, consumo, política, ciência, cultura e relações sociais por meio de conteúdos visuais rápidos, frequentemente apresentados sem aprofundamento. Por isso, Sergio Bento de Araujo alude que os multiletramentos ajudam a escola a discutir não apenas o que aparece na tela, mas também por que determinado conteúdo aparece e quais interesses podem estar envolvidos.

A educação precisa ensinar os estudantes a fazer perguntas diante da tecnologia. Quem produziu essa imagem, qual mensagem ela transmite, que emoção deseja provocar e por que esse conteúdo foi recomendado são questões fundamentais para desenvolver autonomia intelectual.
Quais riscos surgem quando a escola ignora a cultura digital?
Um dos principais riscos é formar estudantes tecnicamente conectados, mas pouco preparados para interpretar manipulações, discursos simplificados e informações visualmente persuasivas. Saber usar um aplicativo não significa compreender o funcionamento das plataformas, nem perceber como dados, engajamento e algoritmos moldam experiências digitais.
Outro problema está na fragilidade da atenção e da leitura profunda, já que muitos conteúdos digitais estimulam respostas rápidas, consumo fragmentado e baixa tolerância a textos mais complexos. A escola precisa equilibrar cultura digital e desenvolvimento cognitivo, evitando tanto a rejeição da tecnologia quanto sua adoção sem reflexão.
Como empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo avalia que os multiletramentos devem dialogar com a BNCC, com a formação docente e com práticas pedagógicas atualizadas. Sem esse cuidado, a escola corre o risco de tratar a tecnologia apenas como ferramenta, sem discutir seus impactos culturais, sociais e emocionais.
Como desenvolver multiletramentos de forma prática e crítica?
Desenvolver multiletramentos exige propor atividades que conectem leitura, escrita, análise visual, produção digital, debate e interpretação de plataformas. Professores podem trabalhar com notícias, vídeos, campanhas, mapas, imagens, gráficos, redes sociais e conteúdos gerados por inteligência artificial, sempre orientando os estudantes a observar linguagem, contexto e intenção.
Também é importante criar projetos nos quais os alunos produzam conteúdos digitais com responsabilidade, explicando escolhas visuais, fontes utilizadas, objetivos comunicativos e possíveis impactos no público. Sergio Bento de Araujo conclui que a escola deve formar estudantes capazes de criar, analisar e compartilhar informações com ética, clareza e pensamento crítico.
Por fim, o futuro da educação dependerá da capacidade de unir leitura tradicional, cultura digital e consciência tecnológica em propostas pedagógicas consistentes. Assim que os multiletramentos são trabalhados com profundidade, a escola prepara alunos mais atentos, criativos e capazes de interpretar imagens, algoritmos e discursos que moldam a vida contemporânea.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
